Não quero caminhos com placas viradas do avesso. Confundem.me!
Quero estrelas e sonhos nos olhos. Quero àrvores que têm na história das suas raízes pingos de àgua que caem no teu rosto e quero tirá.los de lá apenas porque doem.
De repente, este pequeno espaço tornou.se tão grande para se estar. Quero desenhar nesse espaço que sobra um mundo tão diferente deste, que pode até assustar, pode sussurrar barulhentos recortes de mudança para sermos eu e tu na originalidade dos actos. Não quero ir por ali por ser sentido único, quero ir por além por ser uma rua de muitos sentidos. Para poder traçar risco contínuo.. Que ninguém tenha coragem para nos ultrapassar.
Quero dizer que sim aos teus truques de magia e viajar até aos teus desenhos de elefantes que andam de nenufar em nenufar e onde os peixes são gigantes e os cowboys andam debaixo de àgua.
Quero ver todos esses desenhos que se movem, que ganham vida só porque acreditas neles.
Fica tudo muito mais fácil quando apenas acreditas e deixas ser.
Foste e voltaste, aqui tudo ficou igual, agora com mais luz. Quando regressas aqueces com a forma como olhas. Ele sim, o olhar, é intocável.
Vou guardá.lo fotograficamente, passá.lo para uma película e fazê.lo rodar para a multidão que faz sempre questão de assistir. Pedir silêncio e escuro, dizer "acção" e acontecer.
Depois vou fazer curto circuito com os teus medos, para poder acreditar nas cores dos teus desenhos de várias dimensões.
21 de Setembro e 26 de Setembro
domingo, 26 de setembro de 2010
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Bonequinha de Trapos
Lembro.me de ti de caracóis ao vento. Corrias naquela rua de dois sentidos: o do sorrir e o do voar.
Tocavas as nuvens que julgavas serem algodão doce. Cruzavas os olhos por todas as cores sem nunca trair os sonhos de criança, que ficaram até hoje.
Se hoje já não vês algodão doce no céu foi porque lhe tocaste com a mão. Podes dar.lhe a mão, não dói mais por isso. Podes beijar as flores do jardim da casa amarela desde que sintas a relva nos pés descalços, e continuar a ser a bonequinha de trapos que reina no quarto escuro dos brinquedos.
Podes continuar a sorrir assim. (Se fosses capaz de imaginar metade do que transformas quando espontaneamente sorris, terias medo de o fazer, porque crias mundos dentro das pessoas que recebem o sorriso da menina que continua sempre menina quando faz bolas de sabão).
Vou levar.te ao portão da casa amarela para não teres mais medo de voltar, aconchegar.te a almofada e afastar todos os pesadelos. E sempre que não o puder fazer, [porque às vezes deixo não sei bem onde toda a capacidade de cuidar e de dizer "gosto de ti"] mando um outro alguém que te deixe adormecer nos seus braços e que fique permanetemente lá, até eu chegar.
Cheguei agora, ainda não é tarde. Fui ali e quando voltei tinha no bolso um rebuçado que vai adoçar todos os momentos menos doces que fazes questão de guardar.
Vou sarar todas as lascas que o tempo deixa marcado. Depois voaremos até aos teus desenhos de lápis de cera, apagaremos o borratado e ficaremos sentadas no baloiço da laranjeira.
Vamos descortinar o mundo que está fora da janela de cortinas pequenas com rendinhas, para quando voltarmos reinares novamente no quarto dos sonhos, onde a sinfonia é o toque do teu sorriso.
15 Setembro 2010
Tocavas as nuvens que julgavas serem algodão doce. Cruzavas os olhos por todas as cores sem nunca trair os sonhos de criança, que ficaram até hoje.
Se hoje já não vês algodão doce no céu foi porque lhe tocaste com a mão. Podes dar.lhe a mão, não dói mais por isso. Podes beijar as flores do jardim da casa amarela desde que sintas a relva nos pés descalços, e continuar a ser a bonequinha de trapos que reina no quarto escuro dos brinquedos.
Podes continuar a sorrir assim. (Se fosses capaz de imaginar metade do que transformas quando espontaneamente sorris, terias medo de o fazer, porque crias mundos dentro das pessoas que recebem o sorriso da menina que continua sempre menina quando faz bolas de sabão).
Vou levar.te ao portão da casa amarela para não teres mais medo de voltar, aconchegar.te a almofada e afastar todos os pesadelos. E sempre que não o puder fazer, [porque às vezes deixo não sei bem onde toda a capacidade de cuidar e de dizer "gosto de ti"] mando um outro alguém que te deixe adormecer nos seus braços e que fique permanetemente lá, até eu chegar.
Cheguei agora, ainda não é tarde. Fui ali e quando voltei tinha no bolso um rebuçado que vai adoçar todos os momentos menos doces que fazes questão de guardar.
Vou sarar todas as lascas que o tempo deixa marcado. Depois voaremos até aos teus desenhos de lápis de cera, apagaremos o borratado e ficaremos sentadas no baloiço da laranjeira.
Vamos descortinar o mundo que está fora da janela de cortinas pequenas com rendinhas, para quando voltarmos reinares novamente no quarto dos sonhos, onde a sinfonia é o toque do teu sorriso.
15 Setembro 2010
segunda-feira, 30 de agosto de 2010
Saberemos Eternamente como é difícil tocar a Lua Cheia
Um dia vou contar.te uma história em forma de poema, em que todas as rimas serão acordes. Vou pegar em pequenos recortes de metáforas e escrever como Saramago. Iluminarei frases e no fim vais dizer "gosto da magia que tu fazes".
Quero ir até ao que sentes, ao que vês e ao que queres.
Quero contar.te a história em que a Lua e uma estrela se tocam com o brilho e onde todos os corpos celestes esvoaçam cintilantes. Quero que a guardes e a escrevas num bilhete de bolso.
Deixarei que sigas pelo teu pé que eu seguirei por ali.
Vou deixar de ter medo das frases em silêncio que gelão esse olhar que já foi quente. Tão quente que vi sempre a chama dele em três cores.
Um dia ficaremos suspensos nesse olhar de três cores e improvisaremos ritmos e versos que nos façam levitar.
Um dia seremos passado sem lamanetos. Deixarei de me recordar de ti, e seremos passado sem lugar marcado na plateia. Para no final batermos palmas apenas porque a história foi intensa.
Vou despir todas as semelhanças contigo, para podermos ser imparciais na despedida.
Serei cruel, mais uma vez, e apenas com os lábios e nunca com o olhar, direi as palavras salgadas que nos farão acreditar que não há Lua Cheia de frente só para nós!
23 de Agosto de 2010
Quero ir até ao que sentes, ao que vês e ao que queres.
Quero contar.te a história em que a Lua e uma estrela se tocam com o brilho e onde todos os corpos celestes esvoaçam cintilantes. Quero que a guardes e a escrevas num bilhete de bolso.
Deixarei que sigas pelo teu pé que eu seguirei por ali.
Vou deixar de ter medo das frases em silêncio que gelão esse olhar que já foi quente. Tão quente que vi sempre a chama dele em três cores.
Um dia ficaremos suspensos nesse olhar de três cores e improvisaremos ritmos e versos que nos façam levitar.
Um dia seremos passado sem lamanetos. Deixarei de me recordar de ti, e seremos passado sem lugar marcado na plateia. Para no final batermos palmas apenas porque a história foi intensa.
Vou despir todas as semelhanças contigo, para podermos ser imparciais na despedida.
Serei cruel, mais uma vez, e apenas com os lábios e nunca com o olhar, direi as palavras salgadas que nos farão acreditar que não há Lua Cheia de frente só para nós!
23 de Agosto de 2010
terça-feira, 13 de julho de 2010
Aqui o Silêncio é Sinfonia!
Senta.te e ouve o sussurrar deste silêncio, que por não ser ensurdecedor também não me deixa fechar os olhos. E se os olhos me pesam, os lábios continuam selados.
Fica na cadeira de baloiço e estende o olhar pela janela, sente a brisa que vem com o vento primaveril e imagina que lá fora é tudo como sempre quiseste.
Esquece todas as frases feitas, levanta.te e vai! Vai mesmo pela janela. (Porquê usar a porta se fazes questão de te esquecer sempre da chave?)
Depois procura.me, estarei junto ao lago, não para te encantar mas para te mostar que assim também é perfeito. Podes fazer uma pedra sobrevoar a àgua e com salpicos de luz no reflexo do lago, podes fazer.me sorrir. Podes escolher não ter relógio e usar as sombras que o Sol te dá para encaixotar todas as noites mal dormidas.
Baixa o volume dos pensamentos porque tudo isto acontece em silêncio.
Acorda e conta.me tudo o que sonhaste. Mas conta-me só com o olhar pois nunca poderemos perpetuar as palavras que queremos dizer porque irão parecer sempre de menos. E, por isso, o silêncio é sinfonia.
13.7.2010
Fica na cadeira de baloiço e estende o olhar pela janela, sente a brisa que vem com o vento primaveril e imagina que lá fora é tudo como sempre quiseste.
Esquece todas as frases feitas, levanta.te e vai! Vai mesmo pela janela. (Porquê usar a porta se fazes questão de te esquecer sempre da chave?)
Depois procura.me, estarei junto ao lago, não para te encantar mas para te mostar que assim também é perfeito. Podes fazer uma pedra sobrevoar a àgua e com salpicos de luz no reflexo do lago, podes fazer.me sorrir. Podes escolher não ter relógio e usar as sombras que o Sol te dá para encaixotar todas as noites mal dormidas.
Baixa o volume dos pensamentos porque tudo isto acontece em silêncio.
Acorda e conta.me tudo o que sonhaste. Mas conta-me só com o olhar pois nunca poderemos perpetuar as palavras que queremos dizer porque irão parecer sempre de menos. E, por isso, o silêncio é sinfonia.
13.7.2010
terça-feira, 6 de outubro de 2009
Da Luz às Palmas_
Sempre que o pano sobe ela tem medo de brilhar. E a luz que sai de si desfoca.a, de tão intensa que é. Porém, ela aperta.a porque sente o desafio que é brilhar mesmo sem o querer. O seu medo é pensar que talvez um dia lhe seja impossível encantar com a sua luz. E por isso, sonhar ser uma personagem de banda desenhada, para usar a desculpa de que nunca existiu. Mas nós sabemos que ela é real, e conseguimos, até, sentir o brilho que sai de si!
Ela cria o seu fado e faz da sua voz altiva forma de chegar a qualquer: mas nunca querendo agradar a qualquer um, pois é fiel e não pensa mudar o que sente, porque apesar de não poder mudar o seu fado também não o deseja.
A estrela de que vos falo multiplica.se sempre que quer, representa e apresenta de uma forma especial quem quiser. Agarra as palavras das suas deixas e o resto é tão belo e único que quando nos apercebemos, o som das palmas efusivas elevam.na e depois o que vemos é somente ela. Apenas as palmas a deixam ser ela.
Dá a alma e mais qualquer coisa que não consigo transpor em palavras.
E sim, os gatos ficam estarrecidos por poderem ver o seu brilho.
Mas o que a faz brilhar verdadeiramente é o seu sorriso e berlindes nos olhos, e esses sim, são os seus talentos mais inatos.
Bebe dessa luz! Deixa sair, sê apenas tu e deixa.nos ouvir.te!
E mesmo que te cales, ouviremos a tua voz, sempre!
Tita*
Ela cria o seu fado e faz da sua voz altiva forma de chegar a qualquer: mas nunca querendo agradar a qualquer um, pois é fiel e não pensa mudar o que sente, porque apesar de não poder mudar o seu fado também não o deseja.
A estrela de que vos falo multiplica.se sempre que quer, representa e apresenta de uma forma especial quem quiser. Agarra as palavras das suas deixas e o resto é tão belo e único que quando nos apercebemos, o som das palmas efusivas elevam.na e depois o que vemos é somente ela. Apenas as palmas a deixam ser ela.
Dá a alma e mais qualquer coisa que não consigo transpor em palavras.
E sim, os gatos ficam estarrecidos por poderem ver o seu brilho.
Mas o que a faz brilhar verdadeiramente é o seu sorriso e berlindes nos olhos, e esses sim, são os seus talentos mais inatos.
Bebe dessa luz! Deixa sair, sê apenas tu e deixa.nos ouvir.te!
E mesmo que te cales, ouviremos a tua voz, sempre!
Tita*
quinta-feira, 28 de maio de 2009
A Cidade Perfeita
Perfeitos os sons,a melodia das palavras e dos gestos. Simples o brilho do olhar.
A Cidade feita para nós. Com aquela luz que deixava ver, até o que de mais sussurrado se escondia. Lugares vazios com ondas sonoras perspectivadas. Tu sorriste ali. E num beijo selaste todo o ímpeto da noite brilhante que estava, posta de frente onde éramos a sua plateia, única, como nós também somos. A cidade artista á espera de palmas, das nossas palmas.
Eu e tu os escolhidos para estarmos ali a vê.la brilhar. Nem a Lua interessava naquele espectáculo,em que duas pessoas também brilhavam ao ver a cidade num reflexo de luz, de sonho, de liberdade, de sorrisos, sobretudo de sorrisos. Dessa fascinação em que vences qualquer um.
Sono suspenso, não levitado com fios de nylon, não inerente à visão de todos, aos suspiros do mundo. Ali, a ilusão que a imagem te deu de perfeição era eu, que nas entrelinhas do rosto estava a coerência, não das palavras, mas dos sentidos. O pestanejar entre os bocejos e depois o desenhar estrelas no sorriso. O picotado da lembrança. O fraquejo dos olhos, o lapso da memória. Tudo turvo... Apenas sei, e gosto de saber, que ali tudo ficou bem.
Claves de sol já não estavam quebradas. Os medos virtuosos escritos em água deixaram de se poder ver.
E eu, que sorri em frente à cidade, sem medo que o meu sorriso anulasse o teu. Não muito longe do rio também existe beleza.
Tita*
26 de Maio
quarta-feira, 4 de fevereiro de 2009
Não houve Arte
Procuraste perfeição, pensaste existir. Ficaste expectante. Quando olhaste não viste nada do que esperavas.
Mas o esforço por ver o aprazível tornou.te tão confiante, tão convicto das palavras. Acreditei porque tu disseste.
Não era bem assim, não se pode ver através dos sentidos. Só com os olhos. Só com os olhos.
Porque hoje já não importa se está a chover. Porquê? Porque é só água afinal. Como é que nunca ninguém me disse que era só água?!
Frases embriagadas por palavras de cores. Sílabas azuis, vermelhas, verdes, amarelas, cor.de.rosa, roxas e laranja, todas com movimentos alienados. Rasgos de luz, pontas de fios queimados, cheiro nauseabundo. Caminho sem regresso. Pensamentos presos, manipulados por sombras invisíveis.
Chega a hora, e tu n estás, se calhar nunca estiveste sequer.
Podíamos ter invertido e misturado a paleta, podíamos ter rodado a fita para vermos o mesmo filme, ter aparecido na mesma fotografia, rirmo.nos da mesma peça de teatro, escrever o mesmo livro, dançar a mesma música, desenhar e criar a mesma obra de arte, mas não. Porque não há tempo nem disposição para isso. Porque tudo ficou mudo e todas as palavras ficaram á deriva no olhar, no olhar vidrado. E por isso, não houve Arte. Porque não quisemos, nem percebemos que tínhamos esse poder. Não soubemos escrever a história em k éramos as personagens principais, não soubemos ver que não eram precisos grandes parágrafos, frases soltas eram perfeitas. Podia não dar para um bestseller, mas seria, sem dúvida, a melhor história que já leste. Livros perfeitos são os que nos tocam a alma, e nesse livro- se o tivéssemos escrito, a duas mãos- verias o tamanho da tua alma. O poder das palavras que ficaram no olhar.
Descobre aí o mundo que está fora do que viste em mim, sobe ás estrelas, e olha.me.
Aqui, as mãos vão estar sempre geladas, como sempre.
4 de Fevereiro de 2009
Mas o esforço por ver o aprazível tornou.te tão confiante, tão convicto das palavras. Acreditei porque tu disseste.
Não era bem assim, não se pode ver através dos sentidos. Só com os olhos. Só com os olhos.
Porque hoje já não importa se está a chover. Porquê? Porque é só água afinal. Como é que nunca ninguém me disse que era só água?!
Frases embriagadas por palavras de cores. Sílabas azuis, vermelhas, verdes, amarelas, cor.de.rosa, roxas e laranja, todas com movimentos alienados. Rasgos de luz, pontas de fios queimados, cheiro nauseabundo. Caminho sem regresso. Pensamentos presos, manipulados por sombras invisíveis.
Chega a hora, e tu n estás, se calhar nunca estiveste sequer.
Podíamos ter invertido e misturado a paleta, podíamos ter rodado a fita para vermos o mesmo filme, ter aparecido na mesma fotografia, rirmo.nos da mesma peça de teatro, escrever o mesmo livro, dançar a mesma música, desenhar e criar a mesma obra de arte, mas não. Porque não há tempo nem disposição para isso. Porque tudo ficou mudo e todas as palavras ficaram á deriva no olhar, no olhar vidrado. E por isso, não houve Arte. Porque não quisemos, nem percebemos que tínhamos esse poder. Não soubemos escrever a história em k éramos as personagens principais, não soubemos ver que não eram precisos grandes parágrafos, frases soltas eram perfeitas. Podia não dar para um bestseller, mas seria, sem dúvida, a melhor história que já leste. Livros perfeitos são os que nos tocam a alma, e nesse livro- se o tivéssemos escrito, a duas mãos- verias o tamanho da tua alma. O poder das palavras que ficaram no olhar.
Descobre aí o mundo que está fora do que viste em mim, sobe ás estrelas, e olha.me.
Aqui, as mãos vão estar sempre geladas, como sempre.
4 de Fevereiro de 2009
Tita*
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